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Pandemia gera perdas de € 1,8 bilhão para o Grupo Renault

A pandemia do novo coronavírus gerou perdas equivalentes a € 1,8 bilhão para o Grupo Renault, que divulgou seu balanço financeiro referente ao primeiro semestre na quinta-feira, 30. Há dez dias, a companhia informou sobre seu balanço de vendas globais, cujo volume registrou queda de 35% no período (leia INSERIR A FRASE AQUI), levando a uma retração de mesma proporção no faturamento, ao fechar em € 18,4 bilhões.
 
 O grupo registrou ainda uma margem operacional negativa de pouco mais de € 1,2 bilhão no primeiro semestre. O resultado operacional também ficou negativo em mais de € 2 bi, após a contabilização das despesas não recorrentes. Com isso, a companhia teve prejuízo de € 7,3 bilhões na primeira metade de 2020. Como base comparativa, no primeiro semestre do ano passado, o grupo havia registrado lucro de € 1,04 bilhão.
 
Segundo o Grupo Renault, o resultado líquido negativo (prejuízo) foi fortemente penalizado pela contribuição negativa da Nissan, com perdas de € 4,8 bi no período.
 
“Apesar da situação ser sem precedentes, ela ainda não acabou. Junto com todas as equipes de direção e os colaboradores do grupo, estamos totalmente mobilizados para corrigir nossa trajetória por meio de uma disciplina rigorosa, que vai além da redução de nossos custos fixos. Para preparar o futuro também é necessário construir nossa estratégia de desenvolvimento e, por isso, estamos trabalhando ativamente neste sentido. Tenho total confiança na capacidade de recuperação do grupo”, declarou Luca de Meo, CEO da Renault.
 
A CEO adjunta da Renault, Clotilde Delbos, acrescentou que a crise gerada pelo coronavírus agravou ainda mais as dificuldades pré-existentes que já estavam sendo enfrentadas pelo grupo. “O comprometimento de todos os nossos colaboradores nos permitiu enfrentar esta situação. A manutenção deste compromisso, o projeto de plano de redução de custos 2022, nossas reservas de liquidez e, logicamente, a chegada de nosso novo CEO fazem com que eu tenha confiança na capacidade de recuperação de nossa performance, o mais rapidamente possível”, disse Delbos.
 
O faturamento da divisão automotiva (com exceção da Avtovaz) chegou a € 15,7 bilhões, representando queda de 36,6% na comparação com o primeiro semestre de 2019. A empresa atribui a queda aos menores volumes de vendas das empresas parceiras como reflexo da crise sanitária da Covid-19.
 
O fluxo de caixa da divisão automotiva caiu e ficou negativo em € 6,3 bilhões, principalmente devido ao impacto da queda das atividades durante o auge da pandemia e os custos ligados a capital de giro.
 
Também houve efeito negativo relacionado a taxas de câmbio, principalmente à desvalorização do peso argentino, do real brasileiro e da lira turca. Outros efeitos negativos elencam a queda na contribuição dos negócios de pós-venda, que foi fortemente impactado pelos decretos de quarentena em todo o mundo.
 
Por outro lado, houve um pequeno efeito positivo dos preços a partir do reposicionamento dos novos veículos, principalmente Clio e Captur, e do trabalho feito para compensar os custos das mudanças na regulamentação europeia e as desvalorizações das moedas nos países emergentes.
 
Na nota, o Grupo Renault declara que devido às incertezas em torno da situação sanitária, tanto na Europa como nos países emergentes, “não há condições de fornecer uma previsão confiável de resultado para o exercício fiscal”. No entanto, confirmou seu objetivo de atingir € 600 milhões na redução de custos neste ano, o que equivale a 30% das economias esperadas do projeto de plano 2022.
 

Fonte: automotivebusiness.com.br