NOTÍCIA

Novo Jeep Renegade 1.3 turbo não deve tirar o 1.8 aspirado de linha

 
Com cerca de 60% de sua rede com as portas fechadas no Brasil devido à pandemia de Covid-19, a Jeep ensaia seus passos para reagir quando o mercado voltar à normalidade. Prova disso é que, além de lançar a versão Rubicon do Wrangler, a marca segue com todos os planos anteriores à quarentena: motor 1.3 turboflex no Renegade e no Compass, versões híbridas importadas, picape Gladiator e o inédito SUV nacional de 7 lugares continuam no cronograma 2021/2022 da marca - no máximo, com alguns atrasos em relação ao planejamento original. 
 
Em conversa online com executivos da Jeep, ouvimos que a marca não irá rever nenhum de seus planos previstos para os próximos anos no mercado brasileiro. No dia exato em que a fábrica de Goiana (PE) completa 5 anos (28/4), a unidade se prepara para receber seu quarto modelo além dos Jeep Renegade e Compass e da Fiat Toro: o Jeep de 7 lugares que vai usar base do Compass, mas terá visual próprio. A produção das unidades pré-série deverá começar no fim deste ano ou início de 2021, com o lançamento comercial devendo ocorrer ainda no primeiro semestre. 
 
Ele já virá com o novo motor 1.3 turboflex feito a partir do 1.3 Firefly da Fiat, que deverá chegar aos cerca de 150 cv de potência e 25 kgfm de torque com o turbo e a injeção direta, entre outras modificações. A estreia deste propulsor deverá acontecer meses antes, sob o capô do Compass reestilizado, aposentando o atual 2.0 flex Tigershark (importado e portanto mais caro). 
 
Já o motor 1.8 E-TorQ feito no Brasil não deve se despedir tão cedo da linha Jeep. Chegou a se cogitar o uso do 1.0 turboflex em seu lugar no Renegade, mas a verdade é que "a conta não fecha". Sendo assim, o Renegade deverá receber o mesmo 1.3 turboflex do Compass, mas apenas a partir das versões intermediárias, mantendo o 1.8 nas de entrada. E a mesma estratégia deverá ser repetida na Fiat Toro, que terá o 1.3 turboflex no lugar do 2.4 Tigershark importado, mas mantendo o 1.8 atual nas versões de acesso. 
 
Os modelos a diesel seguirão com o atual 2.0 Multijet de 170 cv e 35,7 kgfm, no máximo com algumas mudanças para redução de emissões, o que pode gerar alguma alteração nos números de torque e potência. Além de ser usado no Compass, Renegade e Toro, o propulsor turbodiesel também deverá equipar o futuro SUV de 7 lugares. 
 
Já a gama eletrificada da Jeep, que era para ser mostrada no Salão do Automóvel em novembro, caso a mostra não fosse cancelada, ficou para meados do ano que vem. Como são produzidos em Melfi, na Itália (um dos países mais afetados pelo coronavírus), os modelos PHEV de Compass e Renegade (híbridos plug-in) tiveram sua importação um pouco postergada. Mas não deve fugir muito de junho/julho de 2021, pelo que ouvimos dos executivos. Até lá, espera-se também que o dólar já tenha recuperado uma cotação, digamos, mais amena. 
 
Por fim, a marca também assegurou a importação da picape Gladiator, derivada do Jeep Wrangler, para "algum momento do ano que vem". Embora seja um modelo de nicho, tem feito muito sucesso ao redor do mundo e também deve ter um público cativo por aqui. 
 
No momento, a Jeep tem feito esforços para que as concessionárias consigam vender as unidades que estão em estoque, usando planos com parcelas pagas pela própria fábrica e primeira mensalidade só em 2021. A expectativa da FCA como um todo é que o mercado brasileiro registre queda de 35% a 40% em 2020, sendo 80% de redução neste mês de abril, 60% em maio e 40% em junho, na melhor das hipóteses, na comparação com fevereiro. 

Fonte: motor1.uol.com.br