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Monza é o Chevrolet mais vendido da China – Sedã abreviou o Cruze

 
Ele assumiu o primeiro posto nos emplacamentos da Chevrolet com 141.795 unidades em 2019, sendo que o mês de maio foi seu melhor com 21.439 exemplares.
 
Junto com o Onix Sedan, ele faz a nova dupla de sedãs de acesso da Chevrolet na China, mercado onde a GM teve queda de 15,9% no ano passado. Por lá, eles substituíram tanto o Sail quanto o Cavalier, que era uma versão da marca para o Baojun 630.
 
Além disso, o Monza teria abreviado a vida do Cruze por lá, de acordo com um relatório do site GM Autorithy, onde um dos motivos da saída do sedã médio da Chevrolet teria sido a ascensão do renascido modelo.
 
Aliás, conta-se ainda que os motores usados no Cruze já não atendiam mais as normas chinesas, bem como as vendas dos crossovers e SUVs fizeram muitos clientes migrarem para modelos como Orlando e Equinox. O Cruze vendeu pouco mais de 10 mil na China em 2019.
 
Já o Monza, no entanto, ganhou a preferência local, mesmo sendo um carro que tem o mesmo preço inicial que o Onix Sedan: 89.900 yuans ou R$ 55.900.
 
Com 4,630 m de comprimento, 1,798 m de largura, 1,485 m de altura e 2,640 m de entre eixos, o Monza é maior que o Onix. Ambos têm o mesmo motor 1.0 Turbo com injeção direta, entregando 125 cavalos e 17,5 kgfm, além de câmbio de dupla embreagem de seis marchas. O 1.3 Turbo tem 163 cavalos e câmbio automático de seis marchas.
 
Tendo suspensão traseira multilink, o Chevrolet Monza fica em um nível acima do Onix Sedan, que possui eixo de torção em “V” na traseira, usando a mesma base VSS-F.
 
Sem o Cruze, apenas o Malibu XL fica num nível acima destes dois. Por aqui, o Cruze argentino se torna o último do mundo, já que deixou de ser feitos nos EUA, México e Coreia do Sul.
 
O que virá de sucessão? Sair do segmento médio com um carro que ainda vende bem por aqui, seria um tiro no pé. Afinal, o modelo chegou mesmo a vender mais que o Civic recentemente. Mas, um dia sua vida útil acaba.
 
Sem um projeto global de mesmo porte, o candidato mais próximo seria o próprio Monza. Num nível de preço abaixo dos sedãs médios da concorrência, mas oferecendo algo próximo, o renascido Chevrolet poderia servir como o Cobalt fez em relação ao Prisma.
 
Com motor 1.2 Turbo do Tracker, ele poderia ficar acima do Onix Plus ou, quem sabe até, repetir o que a GM faz na China. A sobreposição de preços e segmentos dentro da Chevrolet não é algo novo por aqui.

Fonte: noticiasautomotivas.com.br