NOTÍCIA

Importados: vendas têm queda menor até novembro

 
As vendas de veículos importados fecharam o acumulado de janeiro a novembro com pouco mais de 26,4 mil unidades, volume que ficou 18,7% abaixo de resultado de igual período do ano passado, segundo dados divulgados na terça-feira, 5, pela Abeifa, associação que reúne 17 importadoras e montadoras. O índice de queda vem diminuindo e pela primeira no ano ficou abaixo da casa dos 20%: no acumulado até outubro, a queda foi de 20,3%.
 
Considerando o resultado isolado de novembro, os emplacamentos somaram 2.614 unidades, leve queda de 1,4% sobre igual mês de 2016 e pequeno aumento de 0,1% sobre outubro último, quando o setor vendeu 2.612 veículos.
 
“Felizmente, as vendas mensais se estabilizaram, mas sobre uma base muito fraca. Por isso, a menos de 30 dias do fim do Inovar-Auto, é um alento para o setor de veículos importados vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas, sem os 30 pontos porcentuais adicionais do IPI e sem a cota-limite de 4,8 mil unidades importadas por ano”, comenta o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini.
 
Com o resultado de novembro, a entidade revisou para cima sua projeção de vendas para 2017: “Nossa previsão de fechamento de vendas para 2017 era de 27 mil unidades. Agora, chegaremos a 29 mil unidades, mas ainda muito aquém de nossas reais possibilidades”, analisa Gandini. Para 2018, as empresas mantiveram a estimativa em 40 mil unidades, o que significaria aumento de 37,9% sobre o volume de 29 mil unidades previstos para 2017.
 
O volume de vendas de importados pela Abeifa lhe confere participação de 2,1% do mercado total de veículos novos emplacados no período no Brasil, que foi de 1,96 milhão de unidades, considerando apenas automóveis e comerciais leves.
 
O presidente da entidade voltou a reforçar que com o fim do Inovar-Auto, em 31 de dezembro, e a instituição do programa Rota 2030 em 2018, os preços dos veículos importados não cairão: “Ao contrário, uma vez habilitadas ao Rota 2030, empresas que não conseguirem cumprir metas a serem estabelecidas pela nova política industrial poderão ter seus produtos com preços majorados”, explica Gandini.
 
Em outras ocasiões, o executivo já havia mencionado que as marcas habilitadas ao Inovar-Auto e que cumpriram os requisitos necessários, não foram sobretaxadas com os 30 pontos adicionais de IPI, ou seja, o imposto extra nunca foi repassado no preço ao consumidor final.

Fonte: automotivebusiness.com.br